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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Encontramos fósseis em Marte? - Jornal folha de São Paulo - Blog Mensageiro Sideral

Encontramos fósseis em Marte?

POR SALVADOR NOGUEIRA

05/01/15

Analisando imagens de arquivo obtidas pelo jipe robótico Curiosity, da Nasa, uma pesquisadora nos Estados Unidos diz ter encontrado possíveis sinais de fósseis marcianos.
Imagem obtida pelo Curiosity em 2013 pode conter registros fósseis marcianos. Será? (Crédito: Nasa)
É isso mesmo que você leu. Nora Noffke, geobióloga da Old Dominion University, em Norfolk (EUA), apresentou a arrojada hipótese num artigo publicado on-line pelo periódico “Astrobiology”. Segundo ela, algumas das rochas fotografadas pelo rover parecem ter marcas similares às deixadas por colônias de bactérias na Terra, conhecidas genericamente pela sigla inglesa Miss (estruturas sedimentares induzidas por micróbios). São como “tapetes” macroscópicos criados pelas minúsculas criaturas ao ocupar uma determinada rocha.

Noffke é especialista nesse tipo de fóssil. Foi ela a principal autora do trabalho que identificou os mais antigos traços inquestionáveis de vida em nosso planeta, encontrados na Austrália. Eles têm 3,48 bilhões de anos de idade. Já as rochas marcianas que ela analisou agora foram avistadas pelo Curiosity em dezembro de 2012, quando ele chegou à formação geológica batizada de Baía Yellowknife, no interior da cratera Gale. Análises feitas pelo jipe mostram que ali houve um lago marciano que durou pelo menos até 3,7 bilhões de anos atrás, quando se formaram os sedimentos da rocha conhecida como Lago Gillespie, inspecionada visualmente pela cientista. Ou seja, estamos falando de estruturas que parecem ter sido formadas por bactérias num local em que essas criaturas de fato podem ter proliferado. Convenhamos, não parece nada absurdo.
Veja o que diz Noffke: “Na Terra, se essas Miss ocorressem com esse tipo de associação espacial e sucessão temporal, elas seriam interpretadas como o registro de crescimento de um ecossistema dominado por micróbios que viveu em corpos d’água que mais tarde secaram completamente.”

VERIFICAÇÃO

Apesar da premissa convincente e das exaustivas comparações entre formações similares em Marte e na Terra, Noffke alerta: por ora, trata-se apenas de uma hipótese, que ainda precisa ser posta à prova e com isso ser confirmada ou refutada.
Essa, aliás, é a principal razão para que você não acredite cegamente em histórias de gente que vê pirâmides, animais e até seres humanos em fotos marcianas. É muito fácil “enxergar” padrões em cenários naturais — nosso cérebro é programado para identificar tudo que passa pelos olhos com formas familiares. Por isso também vemos coisas em nuvens. Mas, para confirmar qualquer percepção subjetiva, é preciso realizar novas observações, com métodos diferentes. Um exemplo bom é a famosa “Face de Marte”, em Cydonia. Uma imagem obtida pela sonda Viking em 1976 parecia revelar um rosto esculpido no planeta vermelho. Mas só parecia. Posteriormente, outra imagem da Viking e uma obtida pela orbitadora Mars Global Surveyor em 2001 sob outro ângulo de iluminação do Sol fizeram a “face” sumir. Era só uma montanha comum mesmo. Quer outro exemplo? Aposto que você enxergou dois olhos de um crânio na primeira imagem que ilustra essa matéria… Como dizia Carl Sagan, “afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias”. Não acredite nas aparências e nas explicações fáceis. Sempre verifique os fatos e submeta-os a testes alternativos. Esse não é um bom conselho só para a ciência. É excelente para a vida cotidiana também.)

Infelizmente, o Curiosity já está muito longe da Baía Yellownkife e não terá como fazer análises adicionais para confirmar as observações superficiais feitas por Noffke. E a pesquisadora é a primeira a admitir que os traços poderiam ter sido produzidos por processos abióticos (ou seja, que não envolvem organismos vivos). Mas ela em particular não parece convencida de que seja o caso, dadas as semelhanças com formações estudadas na Terra. “Essa similaridade de associações marcianas e terrestres e sua mudança ao longo do tempo seriam outra extraordinária coincidência, se seus processos de formação forem diferentes.”

E agora, vamos ficar sem saber? Nem tudo está perdido. O Curiosity está explorando as imediações do monte Sharp, muito rico em rochas sedimentares, em tese também propícias à preservação de registros fósseis. Tendo isso em vista, Noffke termina seu artigo apresentando o “passo a passo” para que os pesquisadores da Nasa possam procurar novos traços de Miss e desta vez se detenham mais diante deles, realizando análises químicas que possam confirmar sua origem biológica. De acordo com a pesquisadora, os minerais presentes podem dar pistas importantes. “Em Marte, poderia haver, em estruturas candidatas, uma combinação muito diferente de minerais que é claramente divergente da mineralogia das rochas circundantes e poderia indicar biogenicidade.”

Diversos instrumentos do Curiosity poderiam procurar esses sinais. Mas talvez uma conclusão definitiva só possa ser obtida quando rochas como essas forem trazidas de Marte para a Terra. Uma missão robótica de retorno de amostras é basicamente o clamor de todos os astrobiólogos, mas ainda não está no cronograma de nenhuma agência espacial.
Apesar disso, a descoberta de sinais de vida, ainda que extinta, em Marte parece cada vez mais próxima. No fim do ano passado, o Curiosity detectou pela primeira vez plumas de metano — um gás que pode ou não estar associado a atividade biológica — emanando do solo do planeta vermelho. Sua posterior investigação é um possível caminho para a busca pelos marcianos. Noffke, agora, abre uma segunda rota. Quanto mais trilhas a seguir, maior a chance de sucesso.
Talvez você não se anime muito com o que seriam apenas criaturas unicelulares. Quem se importa com bactérias? Bem, note que a descoberta de vida extraterrestre, de qualquer tipo, já trará consigo uma revolução. Ela confirmará a desconfiança dos cientistas de que a biologia emerge sempre que as condições são favoráveis. Se aconteceu até em Marte, um planeta apenas marginalmente habitável, que não diremos de outros mundos fora do Sistema Solar que sejam similares à Terra?


Fonte: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2015/01/05/encontramos-fosseis-em-marte/

domingo, 10 de março de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Russian Times - Alga fossilizada em meteorito, prova de vida alienígena?


Rock solid proof of alien life? Scientists claim fossilized algae inside meteorite

Published: 19 January, 2013, 05:04
Edited: 19 January, 2013, 08:36
An example of a supposedly fossilized diatom (Image from www.journalofcosmology.com)
An example of a supposedly fossilized diatom (Image from www.journalofcosmology.com)
Fossilized algae recently discovered inside a Sri Lankan meteorite could finally prove the existence of extra-terrestrial life, claim the authors of the new paper.
In a recently published article in the Journal of Cosmology titled “Fossil Diatoms in a New Carbonaceous Meteorite”, scientists from the UK and Sri Lanka claim to have found fossilized algae in a meteorite.
The paper alleges that “microscopic fossilized diatoms were found in the sample,” which fell in Sri Lanka in December last year. The finding, the work suggests is a “strong evidence to support the theory of cometary panspermia.” The theory argues that life across planets is spread by meteorites and asteroids.  Panspermia suggests that life could have existed on another planet and moved to Earth.
The scientists concluded the paper by saying “the presence of structures of this kind in any extra-terrestrial setting could be construed as unequivocal proof of biology.”
Samples from the rock were collected immediately after a large meteorite disintegrated and fell in the village of Araganwila in Sri Lanka on 29 December 2012.
The scientific community, including Prof Francis Thackeray from the Institute of Human Evolution at Wits University welcomed the report as  “very exciting” yet “very controversial”, as samples could have been contaminated on earth, Business Day reports.
Comparison of a Polonnaruwa meteorite structure with a well-known terrestrial diatom. (Image from www.journalofcosmology.com)
Comparison of a Polonnaruwa meteorite structure with a well-known terrestrial diatom. (Image from www.journalofcosmology.com)
The study was conducted by a group headed by Chandra Wickramasinghe, the director of the Buckingham Centre for Astrobiology at the University of Buckingham, who was also a co-founder of Panspermia theory.
The finding however has already come under sharp criticism, with astronomers claiming that the meteorite looks more like a rock that could be found on earth as the study provides vague details of the finding.
Astronomer and lecturer Phil Plait wrote in his blog on Slate that the chemical analysis presented “doesn’t prove it’s a carbonaceous chondrite, let alone a meteorite,” and there is “no reason to trust that what they have is a meteorite.”
Plait also cited a professor of ecology and evolutionary biology Patrick Kociolek as saying that there was no sign that the diatoms illustrated in the study were “fossilized material,” and that most of them were species that represented “a clear case of contamination with freshwater.”
Speaking with HuffingtonPost, the author of the study did not deny that the meteorite his team studied contained known freshwater species from Earth. But there were also “at least half a dozen species that diatom experts have not been able to identify,” Wickramasinghe added.
He also addressed the allegations that the meteorite could be a simple rock, saying that “from all the evidence” his group possessed – which they plan to publish – they “have no doubt whatsoever” it was a meteorite.
“If only ideas that are considered orthodox are given support through award of grants or publication opportunities, it is certain that the progress of science will be stifled as it was throughout the middle ages,” Wickramasinghe said.
(Image from www.journalofcosmology.com)
(Image from www.journalofcosmology.com)
(Image from www.journalofcosmology.com)
(Image from www.journalofcosmology.com)

Observador. Tecnologia do Blogger.

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